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11 de Dezembro de 2018

Quando disserem que “o direito está saturado” não acredite

Há espaço para todos dentro da área jurídica, tudo é uma questão de perspectiva e mudança de paradigmas.

Jusbrasil, Advogado
Publicado por Jusbrasil
há 6 meses

*Por Matheus Galvão

Durante um bom tempo a humanidade foi levada a acreditar que a Terra era o centro do Universo. Muita gente morreu por defender a teoria heliocêntrica. Hoje, já sabemos a verdade (até quando?): nós é que giramos em torno do Sol.

Atualmente, ouvimos que a advocacia está saturada, que o Brasil forma bacharéis de direito de mais e que não há lugar para todo mundo. Qual o fundo de verdade dessa afirmação?

A questão é que se continuarmos dependendo das vagas usuais em escritórios ou cargos públicos, bem, realmente há um limite. E se a gente abrir os olhos para as novas oportunidades?

Primeiro, precisamos quebrar paradigmas. Assim como a Igreja tinha um interesse muito forte em controlar como as pessoas enxergavam o mundo, há, no mercado jurídico, um status quo que se sente ameaçado pelas novas tendências.

Mas quais são elas?

Liderança e competência na advocacia

Pra começar, precisamos olhar as coisas sob uma nova perspectiva. E se depender de muita gente, inclusive de nós, as coisas vão mudar. É por isso que gostamos de nos cercar de gente otimista, disposta a responder a questão: quais as opções de atuação para um bacharel em direito, no século XXI?

Você já ouviu falar em design thinking, planejamento estratégico, marketing jurídico?

Essas são tendências do empreendedorismo jurídico global, ferramentas e práticas testadas, inclusive cientificamente. Não dá para confiar somente na bagagem que aprendemos na faculdade.

Foi pensando nisso que, recentemente, idealizamos e lançamos, com a parceria do Instituto para o Desenvolvimento Democrático (IDDE), o curso Liderança e Competência na Advocacia. O resultado superou nossas expectativas.

> > Veja o programa do curso

A intenção é oferecer todo um know-how de como turbinar a advocacia, tratando-a, de fato, como um negócio, desde o começo. Um dos módulos do curso, Empreendedorismo Jurídico, é ministrado por um dos CEO’s do Jusbrasil, Rafael Costa.

Nossos encontros e eventos

Para além disso, a gente tem outros encontros, nos quais vamos expor novas ideias e compartilhar espaço com gente que quer construir um futuro melhor para o direito.

O primeiro deles é o Contencioso de Massa: Tendências e Inovações na Gestão, que acontece dia 19 de junho, em São Paulo.

Quem ouve o tema “contencioso” pode pensar que não há mais o que se falar, porém, o que muda com a tecnologia sendo aplicada a esse segmento gigantesco? Como é possível resolver questões burocráticas com inteligência e valorizar o profissional em vez de usá-lo em operações monótonas?

Quem estará representando o Jusbrasil e o Jurídico Certo nesse dia é Rafael Heringer, com a palestra: Como a Tecnologia Impacta na Gestão do Contencioso, às 9 horas e 20 minutos.

> > Mais informações sobre o evento.

Um outro evento que a gente não poderia deixar de marcar presença acontece em Curitiba, no dia 7 de julho de 2018.

A Virada Jurídica, iniciativa de André Perroud e Gabriela Mafra, foi organizada depois que os dois se sentiram incomodados com a falta de esperança na advocacia e com a formação de profissionais limitada aos conhecimentos desatualizados e batidos de sempre.

A ideia é fomentar a integração entre os profissionais da área jurídica da região, dar um novo fôlego e apresentar novos caminhos. Um cenário muito mais otimista. Curioso para ver quem vai palestrar e o que vai rolar na Virada?

> > Saiba mais sobre a Virada Jurídica.

Pois é, não se desespere quando ouvir que o direito está saturado e que não há lugar para todo mundo. Existem alternativas. E gente trabalhando duro para virar o jogo.

Quer trocar uma ideia e saber que vai bem com o seu perfil? Aproveita para conversar com a gente em um desses eventos e já pode ir se preparando para os próximos.


* Matheus Galvão é advogado, bacharel em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Gerente de conteúdo do Jusbrasil.

13 Comentários

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Muito bom o texto, eu mesmo fui vitima desse jargão "o direito está saturado e que não há lugar para todo mundo" e fiquei a deriva por anos, criando uma imagem depressiva da minha area de escolhida, com muita luta fui me despertando até que hoje estou firme, motivado e cheio de entusiasmo para com a carreira jurídica, atualmente ainda sou bacharel em direito e não possuo a ordem, mas ja estou super contente e animado com esses novos recursos, um novo folego sabendo que estou no caminho certo. Hoje posso dizer que a advocacia falta profissionais bons, de competência e técnica suficientes para abraçar essa nova era da advocacia 4.0, aos iniciantes da operação do Direito, não se derrotem, se vangloriem de energia e garra pra chegar em seu merecido caminho, avante adiante sempre. Se Deus está por nós quem estará contra nós. continuar lendo

Pra não falar que o mercado gerencial está se abrindo para os advogados. Algumas empresas já preferem os advogados aos tradicionais engenheiros para ocupar postos gerenciais. Nem todo advogado é burro em cálculos, descobriram. Então, assim sendo, o melhor de dois mundos: um gerente que entende de gestão financeira e que não dá tanta despesa aos cofres da empresa com demandas ao setor jurídico. kkkkk Estou falando brincando, mas é sério. Então, esses advogados atuantes, que têm conhecimento em contabilidade, por exemplo, são hoje considerados um ativo muito valioso em várias empresas. Até a década de 90, início dos anos 2.000, sem chance. Todo cargo de direção e alta gerência era reservado aos engenheiros. De qualquer engenharia, diga-se de passagem. Uma pedra no sapato dos administradores, que acabavam ocupando cargos inferiores do organograma. Agora, os advogados com certas habilidades extracurriculares estão bastante cotados para esses cargos antes "oniocupados" por engenheiros. continuar lendo

Dê-me fontes... preciso destas fontes.
...Agora, os advogados com certas habilidades extracurriculares estão bastante cotados para esses cargos antes "oniocupados" por engenheiros....

Até contratam, mas querem pagar uma merrequinha...

Hoje mesmo, conversando demoradamente com um colega que estamos fazendo uma parceria, aquele me disse: Eu não vou mais para grandes bancas, minha amiga! Agora quero ser advogado de uma mega empresa.
Perguntei: Quais? Qual, pelo menos?
Ele emudeceu, olhou pra cima, buscou informações na mente, não achou, sorriu...
Depois me disse: - Não sei!
Não sorri para não ser indelicada...

Sabe qual o meu receio, cara Christina? Que agora almejem recrutar Advogados com salários de operários e atribuições de CEOs... rsrsrsrsrs

Deixa eu e meu amiguinho com uma 'banquinha"mesmo...

Gonzagão (Rei do Baião) bem poderia dizer, se Advogado fosse:"Enquanto a minha 'banquinha' tiver o coro e o osso e puder com um chocalho, pendurado no pescoço, eu vou ficando por aqui, que Deus do céu me ajude...!!!

Um abraço! continuar lendo

Não sei nada sobre salários corporativos. Aliás, vc já assitiu um programa chamado The Ranch? Se sim, saiba que sou praticamente um Beau de saias. Fontes, não lembro. É o mesmo que me perguntar a fonte que me ensinou que 2 + 2 são 4 ou que o céu é azul, ou em que momento e por quem, me dei conta dos dias da semana. Infelizmente, Fátima, eu sou assim. Absorvo as informações ao meu redor, mas não me aperte. kkkkkkkkkkkk Qdo se trata de teses a serem defendidas na Justiça, em defesa dos interesses de meu cliente, pra não perder o fio da meada do raciocínio, só vou procurar "fontes", como leis e jurisprudências, depois da peça pronta. Exemplo: "blá blá blá, e assim, o autor (ou réu) faz jus à blá blá blá, tudo isso com fulcro no art. tal da lei tal"! E aí eu deixo tal da lei tal em vermelho, pra preencher depois. Quando a peça está pronta, vou atrás dos tais artigos e leis. E sempre acho. rsrsrs. Porque sei que já li em algum lugar. Às vezes, até arrisco um "segundo Fulano de tal" e deixo o espaço para citação. E, claro, Fulano de tal vai em vermelho. E não é que eu acho mesmo um fulano pra preencher e, lógico, sua citação? Eu não perco meu tempo antes da parte divertida com nada disso. rsrsrs. Pra não falar que às vezes, são os princípios gerais mesmo que me guiam na intuição de saber que alguma lei há de prever o que eu estou defendendo. Eu trabalho assim. Qdo comento aqui minhas impressões, não me comprometo com fontes. Mas posso te garantir que não pari a ideia. Aliás, vc que acompanha meus pensamentos aqui já viu quando eu digo "na minha personalíssima opinião"... Aí sim, estou falando de uma ideia minha. A fonte sou eu mesma. Se eu não disser nada disso, só estou passando o peixe como comprei. Mas nem sempre me lembro em qual banca do mercado fiz a compra. rsrsrs Eu li isso há uns 2 ou 3 anos. Que agora os advogados estavam competindo com os engenheiros os cargos gerenciais. E, de novo, os administradores de fora, pensei eu na época. Em que revista, qual edição, de que data, não me pergunte. Mas, garanto que se pesquisar, achará. kkkk A gente sempre acha. continuar lendo

É tudo questão de esforço e vontade, não é mesmo? Não adianta nada apontar algum desgaste e não correr atrás de repará-lo. É preciso procurar o destaque de alguma forma. continuar lendo

Prezados! Matéria unicamente elaborada com o propósito de vender "algo" para vocês na forma de um evento, um curso, um simpósio, onde será explicada uma "sacada" ou uma "dica revolucionária". Sinto dizer! Isso não existe! Turbinada? Será, assim, em um click? Não se iludam! Tudo na vida de um profissional liberal é reflexo e consequencia de: Comprometimento, Seriedade, Honestidade e Continuidade! Desgrudem a bunda das cadeiras, estudem realmente e pratiquem essas qualidades e os resultados serão percebidos e mais rápidos do que pensam! continuar lendo